Sunday, August 27, 2006
Have you ever seen the rain?
Mas nem é. Já ouvi outras músicas legais deles, e ontem tinha um cover deles no Covernation da MTV.
Mas sem dúvida, Have you ever seen the rain é A música deles.
"Someone told me long ago
theres a calm before the storm,
I know
It' s been comin for some time.
When it's over, so they say
It'll rain a sunny day,
I know
Shinin down like water.
I want to know, have you ever seen the rain?
I want to know, have you ever seen the rain?
Comin down on a sunny day?
Yesterday, and days before
Sun is cold and rain is hard,
I know
Been that way for all my time.
Till forever, on it goes
Through the circle, fast and slow,
I know
It cant stop, I wonder.
I want to know, have you ever seen the rain?
I want to know, have you ever seen the rain?
Comin down on a sunny day?"
Porque She, a serpente.
| O signo chinês de seu nascimento é Serpente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Pobre Plutão.
Acho que com isso os escorpianos vão ficar ainda mais estranhos do que eles já são, com aquela coisa toda de inferno, o oculto, o sexo, o subterrâneo, as coisas feias e escondidas. Espero que não. Escorpianos felizes já são assustadores o suficiente.
O bom é que hoje em dia as coisas não são, elas geralmente estão. As coisas têm estado dinâmicas, mutáveis, velozes. Como eu.
Hoje ele não é um planeta. Talvez amanhã ele volte a ser. Talvez o conceito de planeta evolua (ou involua). Isso é maravilhoso.
Friday, August 25, 2006
Sabedoria aplicada
Juan Benet. Escritor hispánico
Thursday, August 17, 2006
BiciCops
A julgar pela qualidade das bicicletas é de espantar que eles não morram. Mas eu desconfio que sei porque, mas posso ser processada por calúnia/difamação ou algo assim se o falar em voz alta, portanto...
Mas velho, é bizarrro demais.
Sobre mim
Não gosto de acordar cedo.
Sou orgulhosa. Mas pouco arrogante, hoje em dia, porque descobri que as verdades são muitas e cada um tem direito de ter a sua. Assim sendo, tento não ter preconceito de nenhum tipo.
Música faz parte integral da minha vida. Assim como meu amigos, que são de certa forma meus filhos, também.
Sou cinéfila. E Adoro jogos, dos mais variados tipos. Amo bichos, principalmente gatos, cavalos, papagaios e pinguins.
Tenho uma visão terrível, tato mediano, olfato apurado e paladar intenso.
Eu sempre acerto o alvo, ou erro por milímetros. Eu quase sempre consigo o que eu quero, custe o que custar.
Eu acredito em ir até as últimas consequências. Eu acredito em bons sentimentos, mas faço bom uso dos meus maus. Sem muito medo, porque eu tenho medo de muito pouca coisa nesta vida.
Sou uma boa confidente, uma conselheira razoável, mas às vezes eu não estou com a mente exatamente aqui, e me perco nas conversas. Eu amo pessoas absolutamente fantásticas, e sei que estaria meio perdida sem elas. Eu tenho sorte no amor, de um jeito ou de outro. E no jogo também, o que significa que algo muito azarento deve estar esperando no futuro para me pegar.
Eu sou desastrada, mas gosto de esportes. Ando de bicicleta, patino (no gelo e na terra), nado MUITO bem - eu podia ser salva-vidas (e na verdade sou, mas de outra forma). Sou sagitariana com ascendente em Leão e lua em Sagitário, e isso me diz muita coisa, ainda mais porque estou com os olhos sempre voltados para as estrelas. Eu leio de tudo, compulsivamente, e por algumas horas eu não estou nesse mundo, e sim no do escritor. Eu amo Neil Gaiman e quero me casar com ele. Eu amo Stephen King, mas não quero casar com ele. Eu escrevo, mas sou auto-crítica demais para gostar do resultado, e o mesmo vale para minhas aquarelas, ou os acordes que extraio do violão, de vez em quando, ou para aquilo que sai da minha cozinha.
Sou perfeccionista, e isso faz de mim uma boa profissional. Isso, e meu apurado sentido de ética, que já me trouxe tantos problemas com o mundo e suas ramificações.
Eu temo as novas tecnologias por medo que elas nos deixem ainda menos humanos. Eu preciso de sol, para recarregar as baterias astrológicas de alguém que é puro calor. Mas amo a noite, sua penumbra, seus sussurros, sua maciez. Assim como a lua, a chuva e seu perfume de terra fresca, assim como o mar emoldurado por areia, e seu verde inacreditável, e seus azuis irreproduzíveis.
Eu amo a terra. E muitas vezes odeio os homens pelo que eles fazem a si mesmos e aos outros.
Eu acho difícil perdoar. Mas perdôo assim mesmo. A pessoa que eu menos perdôo sou eu mesma. E eu nunca esqueço uma ofensa.
Tenho a mente pouco feminina, o que faz de mim uma ótima namorada. Gosto de tirar fotos, porque existe tanta beleza captável no mundo, que exercitar uma em que me dou razoavelmente bem me satisfaz muito.
Eu vejo a beleza no grão de poeira.
Eu era distímica. Agora sou mais normal.
Eu desprezo um sem-número de pessoas, porque elas são fracas. Mas não me poupo deste desprezo, quando acho que estou sendo.
O sorriso de um paciente faz valer toda a tortura à qual fui submetida nos últimos dez anos, desde que entrei na faculdade.
Eu penso muito, sonho muito, viajo muito. Eu planejo conhecer o mundo todo.
Eu sou tudo isso, todos os dias. Uns dias mais, uns dias menos. Há dias que não sou absolutamente nada disso.
Mutável. Flexível. Adaptável.
I am the Walrus.
Tuesday, June 27, 2006
Saladas
O mago
Semana passada eu tirei uma carta para mim, e eis que surge uma figura totalmente de acordo com as coisas que vêm me acontecendo nas últimas semanas. Coincidindo com a minha epifania descrita abaixo, o Mago aparentemente veio para me dizer que eu não peguei uma estrada errada, nem mesmo um shortcut. O caminho é esse mesmo. E eu já mergulhei de cabeça nele.
O mago"O Mago, o primeiro arcano maior do tarô , é uma carta que representa um adolescente, que tem um longo caminho a percorrer. Normalmente, tem sobre a sua cabeça o símbolo do infinito, dadas as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente. Esta carta tem o número I e a letra hebraica ALEPH.
O Mago dá início à caminhada espiritual.Indica sempre que algo novo está a começar. O Mago tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objectos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo. É como se ele fosse o elo de ligação entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz. O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o simbolo da mestria e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o Mago representa o ponto de partida da caminhada e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar a evolução. A carta do mago é representante do poder da mente em direcionar um projeto com maestria, concentrando seus esforços e sua inteligência para um determinado fim. O mago representa a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade."
É assim que ando me sentindo. Eu tenho o mundo inteiro à minha frente. Eu tenho todos os instrumentos nas minhas mãos. Eu tenho o tempo do mundo. E eu já comecei a me mover.
Anansi Boys
"O livro conta a história de Fat Charlie, um tímido americano que escolheu ter uma vida pacata e sem-graça como contador numa empresa londrina. Ao ir ao funeral de seu pai, Sr. Nancy, Fat Charlie ouve uma velhinha, amiga do pai há anos, dizer que ele na verdade era o deus Anansi, uma divindade trapaceira e brincalhona da mitologia africana. A partir desse episódio, sua vida vira de cabeça para baixo. Os Filhos de Anansi mistura mitologia com toques xamanistas, elementos do folclore afro-americano e uma deliciosa descrição do mundo interior de um homem muito tímido mas, acima de tudo é uma história sobre algo bastante comum: as conturbadas relações entre pais e filhos.Tudo isso envolto num humor discreto capaz de fazer o leitor rir com uma única linha. A obra é a continuação do consagrado escritor Neil Gaiman para sua saga a respeito de deuses modernos." |
Neil Gaiman é deus.
Na verdade vários. Se os deuses quisessem contratar um bom porta-voz, certamente teriam convocado Neil Gaiman, e esse raciocínio me leva a crer que Jesus Cristo vacilou muito com a escolha de seus apóstolos. O fato de Gaiman ser escorpiano explica muita coisa.
Neil é tão maravilhoso que eu quero casar com ele. E eu nunca quis me casar antes. E ele é inglês legítimo (apesar de ter escolhido morar em Minessota, mas eu posso perdoar isso).
Não bastou para ele ter recriado Sandman, ter criado os Livros da Magia, ter escrito Belas Maldições. Não. Ele teve também que escrever Deuses Americanos, e agora Anansi Boys (Os Filhos de Anansi).
Gaiman capturou meu coração irremediavelmente, com suas histórias. Gaiman é o Deus fulgurante em meu mundinho particular de palavras e imaginação. Gaiman nos faz ACREDITAR de novo. E nisso ele é muito mais Deus do que muitos entes auto-proclamados por aí. Ele faz o Religare. E com isso, nos torna unos.
No mundo de Gaiman, os Deuses andam por aí. Produto da crença dos humanos, e mesmo assim imbuídos da centelha divina, Lúcifer, Thor, Anansi, Sonho.... Todos eles se tornam subitamente mais reais do que toda uma história de devoção cega e duvidosa pôde produzir.
Leiam Gaiman. Todos nós merecemos um mergulho no mundo sombrio em que as coisas não são o que parecem. São muito mais.
NÃO ENTRE EM PÂNICO
Terminei os 4 livros da trilogia do Mochileiro das galáxias. O primeiro é sensacional, o segundo é ótimo, o terceiro é legal, e o quarto... Bem. Sabe quando você assiste um filme que, nos últimos minutos você tem certeza que acabou a verba e o filme acabou antes de acabar, de um jeito totalmente frustrante? Foi essa a minha sensação.
Várias coisas ficam sem explicação, mas o que você queria? Não é fácil dissecar de forma tranquila ( e em quatro livros apenas) a Vida, o Universo e Tudo Mais. De qualquer forma eu esperava mais. E mais é o que eu baixei aqui no PC, livros dele dos quais eu nunca tinha ouvido falar, e um deles apresentado com uma continuação da série. O título é "Mostly Harmless". Tem mais uns nove, todos aparentemente relacionados com a trilogia. Ou são livros menores ou não foi ele quem escreveu. Vamos ver.
So long and thanks for all the fish.
Saturday, June 17, 2006
Sunday, June 11, 2006
Epifania
Eu estava ouvindo U2 e tive uma epifania, na sexta feira pela manhã. Não é que tenha sido do nada, como nunca é. As coisas estavam me rondando. Elas simplesmente surgiram, num estalo. Ou melhor, elas se encaixaram subitamente e eu entrei em estado de graça que ainda perdura e que imagino perdurará por algumas semanas.
Nesses momentos tudo parece diminuído pela grandiosidade do mundo. A Verdade é revelada, todos os problemas, dores e dificuldades parecem estar diminuídos e ofuscados pela revelação desta Verdade, e tudo se torna pateticamente simples. Passo a confiar de novo plenamente em mim e no meu potencial. Sou capaz de fazer tudo. Sou capaz de fazer qualquer coisa. Basta querer. O resto é um emaranhado de irrelevâncias que não valem a pena nenhum tipo de esforço.
Quando esse encaixe súbito ocorre e você adquire uma consciência maior das coisas, a beleza se torna mais nítida, palpável e perceptível. Tudo parece estar bem, tudo vai acabar bem, não há outro caminho que não esse. De repente aquele perrengues do seu dia-a-dia se desvanecem e sobram apenas você e seu olhar recém-renascido sobre o mundo. Um mundo vasto, adormecido, pronto para ser explorado, cheio de possibilidades, rumos.
Nessas horas podemos voar. Realmente podemos, porque nossa mente pode. E ela nos leva para qualquer lugar. E ela se libertou de mais algumas cordas e se alçou um pouco mais.
Nessas horas somos completamente livres.
Monday, June 05, 2006
Whisky
Mas... Você fica feliz em ser o que é.
Uruguai, 2004

- Ganhou o Goya de Melhor Filme Estrangeiro em Língua Espanhola.
- Ganhou o Regard Original Award e o Prêmio FIPRESCI da Mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes.
- Ganhou 3 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Atriz (Mirella Pascual) e Prêmio do Júri Popular.
- Ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz (Mirella Pascual), no Festival de Tóquio.
Sunday, May 28, 2006
Para Elvis
Em certa casa da Rua Cosme Velho
(que se abre no vazio)
venho visitar-te; e me recebes
na sala trajestada com simplicidade
onde pensamentos idos e vividos
perdem o amarelo
de novo interrogando o céu e a noite.Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,
uma luz que não vem de parte alguma
pois todos os castiçais
estão apagados.Contas a meia voz
maneiras de amar e de compor os ministérios
e deitá-los abaixo, entre malinas
e bruxelas.
Conheces a fundo
a geologia moral dos Lobo Neves
e essa espécie de olhos derramados
que não foram feitos para ciumentos.E ficas mirando o ratinho meio cadáver
com a polida, minuciosa curiosidade
de quem saboreia por tabela
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.
Olhas para a guerra, o murro, a facada
como para uma simples quebra da monotonia universal
e tens no rosto antigo
uma expressão a que não acho nome certo
(das sensações do mundo a mais sutil):
volúpia do aborrecimento?
ou, grande lascivo, do nada?O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,
mostra que os homens morreram.
A terra está nua deles.
Contudo, em longe recanto,
a ramagem começa a sussurar alguma coisa
que não se estende logo
a parece a canção das manhãs novas.
Bem a distingo, ronda clara:
É Flora,
com olhos dotados de um mover particular
ente mavioso e pensativo;
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);
Virgília,
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;
Mariana, que os tem redondos e namorados;
e Sancha, de olhos intimativos;
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,
o mar que fala a mesma linguagem
obscura e nova de D. Severina
e das chinelinhas de alcova de Conceição.
A todas decifrastes íris e braços
e delas disseste a razão última e refolhada
moça, flor mulher flor
canção de mulher nova...
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica
entre loucos que riem de ser loucos
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.
O eflúvio da manhã,
quem o pede ao crepúsculo da tarde?
Uma presença, o clarineta,
vai pé ante pé procurar o remédio,
mas haverá remédio para existir
senão existir?
E, para os dias mais ásperos, além
da cocaína moral dos bons livros?
Que crime cometemos além de viver
e porventura o de amar
não se sabe a quem, mas amar?Todos os cemitérios se parecem,
e não pousas em nenhum deles, mas onde a dúvida
apalpa o mármore da verdade, a descobrir
a fenda necessária;
onde o diabo joga dama com o destino,
estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro,
que resolves em mim tantos enigmas.Um som remoto e brando
rompe em meio a embriões e ruínas,
eternas exéquias e aleluias eternas,
e chega ao despistamento de teu pencenê.
O estribeiro Oblivion
bate à porta e chama ao espetáculo
promovido para divertir o planeta Saturno.
Dás volta à chave,
envolves-te na capa,
e qual novo Ariel, sem mais resposta,
sais pela janela, dissolves-te no ar.
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Thursday, May 25, 2006
Hey, it's the sun!
"Sun
Take some time, get away
Sun
Suicide is a shame
Sun
Soon, you'll find your own way
Sun
Hope has come, you are safe
And it makes me cry
Because I'm on my way
On my way
On my way
Hey, it's the sun, and it makes me shine (x3)
Hey, now, it's the sun, and it makes me shine
Sun
Soon, you'll be okay
Sun
Soon, you'll be okay
And it makes me smile
Because I'm on my way
Hey, it's the sun, and it makes me shine (x3)
Hey, now, it's the sun, and it makes me smile
All around
Hey, now, it's the sun, and it makes me smile
All around, all around"







