Friday, December 01, 2006

How to...

How to give a cat a pill


Step 1.
Pick up the cat and cradle it in the crook of your arm as if holding a baby. Position your forefinger and thumb of the oppostite hand on either side of the cat's mouth and gently apply pressure to the cheeks while holding a pill within your hand. As the cat opens it's mouth, pop in the pill. Allow the cat to close it's mouth and swallow.

Step 2.
Retrieve the pill from the floor and the cat from behind the couch. Cradle cat and repeat process.

Step 3.
Retreive cat from bedroom and throw away soggy pill.

Step4.
Take new pill from foil wrap, cradle cat in arms holding rear paws tightly. Force jaws open and force pill to back of mouth with forefinger.Hold mouth shut and count to ten.

Step5.
Retreive pill from gold fish bowl and cat from top of wardrobe. Call husband from garden.

Step6.
Kneel on floor with cat wedged firmly between knees, holding front and rear paws. Ignore low growls emitted by cat. Get husband to hold cat's head firmly and drop pill gently into mouth, and rub throat vigorously.

Step7.
Untangle cat from drapes, sweep broken china from hearth. Take new pill from foil wrap.
Get husband to wrap cat in large towel, making sure all four legs are well secured. Repeat step 6.

Step 8
While waiting for the emergency services to retreive cat from top of tree put bandaid on husbands hand, clean blood from carpet, and change T-shirt.
It is quite important at this stage to blame husband, berfore you start to feel inadequate. Start a To Do list- check tetanus jab is still valid, phone divorce lawyer etc.

Step 9
Wrap cat in towel again. Put pill in drinking staw and blow into cats mouth.

Step 10
Check label to make sure pills are not harmful to humans and drink a glass of water to take away taste.
Take the last pill from foil wrap. Tie the cat's front paws to the rear and bind securely to the dining room table. Wrap the pill in a small piece of fillet steak. The cat should eat it quite willingly.

Step 11
Get husband to drive you to emergency room. Try to stay calm while doctor removes pieces of pill from your eye and stitches the bite.Finally call local pet rescue centre to inquire about exchanging the cat for a dog- or a hampster, a gerbil, a rat or anything.

Tuesday, November 07, 2006

De antigos cadernos

1996

Primeiro ano da faculdade de medicina. Eu estava no segundo semestre, pegando Anatomia II, Imunologia, Bioquímica 2, Fisiologia 1, Biofísica.

Tem umas coisas legais escritas nas contracapas dos meus cadernos, quase sempre, e há muito tempo.

Seleciono aqui umas coisas legais desse ano.

"Errar é humano. Permanecer no erro é diabólico".

"Sem o cultivo do sensorial e do erótico no contato, as pessoas jamais se entenderão verdadeiramente, tratando-se sempre à distância, o que significa só por si reserva, desconfiança, suspeita..."

"Fácil suicidar de vez. Difícil ressucitar todo dia."

Tenho algumas letras de música inteiras. Kiss from a Rose, de Seal; It's not enough e Nightie Night de Marina.

Um poema de Drummond, um trecho, adoro Drummond. Sempre.

" Amor meu, punhal meu, fera miragem
Consubstanciada em vulto feminino,
Por que não me libertas do teu jugo,
Por que não me convertes em rochedo,

Por que não me eliminas do sistema
Dos humanos prostrados, miseráveis,
Por que preferes doer-me como chaga
E fazer dessa chaga meu prazer?"

E uma frase de um papa. How weird.

"Meus filhos, os erros serão perdoados. Em nossa obsessão com o pecado original frequentemente esquecemos a inocência original..."

Papa Inocêncio de Assis, século XV (? Será?)

Há um verso de uma música também de Marina. Muito sábio, muito sábio.

"E claro é que o pêndulo do amor
Às vezes vai até a dor."

É estranho desenterrar essas coisas. Ao mesmo tempo é familiar e aconchegante. E uma redescoberta fascinante do que eu era, e do que me tornei.




Sunday, October 01, 2006

Malvados e a mulher ideal

Quotes

"In God we trust. All others must pay cash."

É uma sorte recorrente minha no orkut.
Acho que chega de orkut por hoje. :)

Ouvindo a trilha de Eternal Sunshine of a spotless mind

"Brilho
Brilho
Brilho

A mente vazia e inquieta ao mesmo tempo. Notas musicais flutuando no ar. Lampejos de lembranças. Lampejos de idéias dançando no ar. O violino. O piano. Um sorriso nasce em meus lábios.

Porque escrever? Me pergunto. E não sei. Há tantas coisas em mim, tanto a ser dito, tanto a ser digerido, a ser exposto, a ser escondido. Há tantas palavras dançando como neve na tempestade. Tantas possibilidades.

Não sei se é possível alguém ler estas palavras sem ouvir as músicas que estou ouvindo e entendê-las. Na verdade não sei se alguém poderia entendê-las de forma alguma. Nem eu mesmo as entendo. Mas escrevo, porque escrever é vital, escrever é um ato de doação à sua própria mente. Escrever liberta. E eu preciso de liberdade. De libertação.

Dentro de mim há tudo, há um mundo. Há alegria e dor, riso e lágrimas, convicção e dúvida, amor e ódio, e luxo, e sexo, e raiva, e espadas e campinas floridas. Dentro de mim queimam mil sóis, dentro de mim um mundo obscuro se agita... Os tigres entre minha alamedas de arquivos da memória, se arrastando preguiçosos. Os guardiões de meus pensamentos.

Sou a casa de minha mente... E não a contenho.

Como abrir os olhos a cada dia e não se maravilhar com o mundo?
Como abrir os olhos a cada dia e não odiá-lo?
Como não odiar-se por viver todos os dias da mesma forma?
Como não amar-se por ser a cada dia uma coisa nova?

Porque essa dualidade? Porque o branco e o negro? Porque não tons de cinza?

Porque eu não sou uma coisa só, uma coisa pura e inteira como uma nuvem? Porque eu sou mil e um milhão, e tudo e nada ao mesmo tempo? Como voltar atrás, no tempo em que algo em mim se fragmentou e se espalhou?

Adiantaria... Voltar?

Eu tenho que me acostumar comigo mesma... Mas eu sou perigosa e fascinante demais para mim mesma. Inquietante demais. Tenho medo de me olhar no espelho e que nesse momento ele aprisione minha alma, através dos tempos.

E eu sou uma e tudo, e todas, e nada.

Um dia aprendo a me guiar. Até lá, olho para o farol e sigo sua luz, torcendo para que um blackout nunca aconteça.

Eu tenho medo demais."

Salve, Jorge

Eu não sou cristã. Eu não rezo. Eu tenho pobremas com religião. Mas há coisas para mim que funcionam como orações. São as músicas, e um ou outro texto. Esse é uma delas. E eu ando precisando, me sinto meio voduzada ultimamente. Quem sabe isso entre no meu coração e na minha mente, e me ajude.

"Há muitos perigos nesta vida para quem tem paixão".

Jorge de Capadócia - Jorge Benjor

"Jorge sentou praça
na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia

Eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam.
E nem mesmo um pensamento eles possam ter
para me fazerem mal

Armas de fogo
meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar.
Cordas e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar.

Pois eu estou vestido com as roupas
e as armas de Jorge

Jorge é de Capadócia
Salve Jorge!
Salve Jorge!

Jorge é de Capadócia
Salve jorge!
Salve jorge!"

From books

"Go, then. There are other worlds than these."

Jake Chambers,
The Gunslinger - Dark Tower I
Stephen King

From orkut's "about me"

Da sessão coisas que posto no meu about me e depois tiro.

Sereníssima - Legião Urbana

"Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E cê vai logo ver o que acontece.

Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade
Tudo está perdido mas existem possibilidades

Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia.
Já passou, já passou - quem sabe outro dia
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez

O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido

Você espera respostas que eu não tenho, mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada?
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda calma do mundo"

Saturday, September 09, 2006

Zéu Britto

Zéu Britto é um cara massa.

Conehci ele há eras, no colégio ainda, no segundo ano. Na época já tinha o carisma e a irreverência que viriam a ser sua marca registrada em trabalhos no grupo de teatro Los Catedrásticos, em trabalhos com NPB - A nóvíssima poesia baiana, e em outros trabalhos.

Integrante do Sexo Frágil, poeta e compositor, Zéu representa bem o humor da nossa cidade.

As músicas do CD Saliva-me são obras-primas de mistura de arranjos musicais precisos e letras fantásticas, pura brincadeira, leveza, bom-humor, e claro, um pouco de P-U-T-A-R-I-A.

Vale a pena conhecer seu trabalho. Sem esquecer a dublagem de Miguel no maravilhoso "O Destino de Miguel".

Tuesday, September 05, 2006

Sunday, August 27, 2006

Have you ever seen the rain?

Eu achava que Creedence Clearwater Revival era uma banda de uma música só.

Mas nem é. Já ouvi outras músicas legais deles, e ontem tinha um cover deles no Covernation da MTV.

Mas sem dúvida, Have you ever seen the rain é A música deles.

"Someone told me long ago
theres a calm before the storm,
I know
It' s been comin for some time.
When it's over, so they say
It'll rain a sunny day,
I know
Shinin down like water.

I want to know, have you ever seen the rain?
I want to know, have you ever seen the rain?
Comin down on a sunny day?

Yesterday, and days before
Sun is cold and rain is hard,
I know
Been that way for all my time.
Till forever, on it goes
Through the circle, fast and slow,
I know
It cant stop, I wonder.

I want to know, have you ever seen the rain?
I want to know, have you ever seen the rain?
Comin down on a sunny day?"

Porque She, a serpente.

Eu nasci em dezembro de 77. Logo, pertenço ao singo chinês de Serpente; não satisfeito, o mundo me convocou no ano de serpente de FOGO. Para me dar mais dor de cabeça ( e aos outros, também).

O signo chinês de seu nascimento é Serpente


Nome Chinês .:SHÉ
Nome Japonês .:REBÍ
Horas .:9:00 às 11:00 horas
Direção .:sul-sudeste
Mês Favoravel .:novembro (primavera)
Signo Zodiacal .:Touro
Elemento .:Fogo
Polaridade .:Yin
Metais .:cobre
Pedras .:safira azul e esmeralda
Erva .:capim-cidreira
Perfume .:rosa
Cores .:verde-claro e rosa
Flor .:cardo
Planta .:samambaia
Número da Sorte .:6
Dia da Sorte .:sexta-feira

Saúde .:
toda a área do ventre, inclusive intestinos, predispondo à prisão de ventre e febres.

Defeitos .:
teimosia exagerada, egoísmo, impulsividade, tratando de modo bruscos pessoas que lhe desagradam. Carece de um pouco de disciplina.

Caracteristicas .:
Os nativos de Serpente têm a seu favor uma sensualidade sempre em evidência, além de um modo afetuoso de tratar as pessoas, que faz com que sejam companhias agradáveis e procuradas. Exigem, porém, serem tratados com tolerância, pois precisam se sentir com espaço para experimentar seus vôos. Apreciam a sinceridade nas pessoas e têm uma intuição muito aguçada, que as torna tremendamente perceptivas e receptivas, captando as intenções das pessoas com certa facilidade, embora nem sempre interpretando-as corretamente nem estando atentas a elas, deixando de ver as intenções ocultas. Sua capacidade de trabalho é sempre elogiada, pois sabem, como ninguém, penetrar nos locais mais escondidos e obter a informação ou aquilo que querem, ainda que à custa da teimosia. Dominar este signo é uma questão muito delicada, pois, pela sua natureza e pela simbologia no Horóscopo Chinês, a Serpente caminha de cabeça erguida e jamais dobra a espinha. Sua teimosia pode ser muitas vezes entendida como o orgulho próprio que é uma atribuição particular dos nativos desse signo. Oscilando entre o conservadorismo e a vanguarda, a Serpente faz um jogo interessante no amor e no sexo, pois dificilmente cede ou se mostra capaz de não lavar para a relação e para a cama um certo egoísmo que nem sempre é entendido pela outra pessoa. Tem vocação para o lar, embora esta não seja a sua prioridade, pois a regência de Marte dá-lhe um espírito guerreiro inquebrantável, capaz de fazê-la se erguer tantas vezes quantas forem necessárias para se firmar e mostrar seu valor.

Pobre Plutão.

Plutão não é mais um planeta.

Acho que com isso os escorpianos vão ficar ainda mais estranhos do que eles já são, com aquela coisa toda de inferno, o oculto, o sexo, o subterrâneo, as coisas feias e escondidas. Espero que não. Escorpianos felizes já são assustadores o suficiente.

O bom é que hoje em dia as coisas não são, elas geralmente estão. As coisas têm estado dinâmicas, mutáveis, velozes. Como eu.

Hoje ele não é um planeta. Talvez amanhã ele volte a ser. Talvez o conceito de planeta evolua (ou involua). Isso é maravilhoso.

Friday, August 25, 2006

Sabedoria aplicada

"La filosofía es la ciencia que complica las cosas que todo el mundo sabe ".

Juan Benet. Escritor hispánico

Thursday, August 17, 2006

BiciCops

Hoje eu vi policiais de bicicleta.

A julgar pela qualidade das bicicletas é de espantar que eles não morram. Mas eu desconfio que sei porque, mas posso ser processada por calúnia/difamação ou algo assim se o falar em voz alta, portanto...

Mas velho, é bizarrro demais.

Sobre mim

Gosto de ficar na minha, de ler qualquer coisa que caia em minha mão. Gosto de som de sax, piano e violino. Sou caseira. Adoro comer.
Não gosto de acordar cedo.
Sou orgulhosa. Mas pouco arrogante, hoje em dia, porque descobri que as verdades são muitas e cada um tem direito de ter a sua. Assim sendo, tento não ter preconceito de nenhum tipo.
Música faz parte integral da minha vida. Assim como meu amigos, que são de certa forma meus filhos, também.
Sou cinéfila. E Adoro jogos, dos mais variados tipos. Amo bichos, principalmente gatos, cavalos, papagaios e pinguins.
Tenho uma visão terrível, tato mediano, olfato apurado e paladar intenso.
Eu sempre acerto o alvo, ou erro por milímetros. Eu quase sempre consigo o que eu quero, custe o que custar.
Eu acredito em ir até as últimas consequências. Eu acredito em bons sentimentos, mas faço bom uso dos meus maus. Sem muito medo, porque eu tenho medo de muito pouca coisa nesta vida.
Sou uma boa confidente, uma conselheira razoável, mas às vezes eu não estou com a mente exatamente aqui, e me perco nas conversas. Eu amo pessoas absolutamente fantásticas, e sei que estaria meio perdida sem elas. Eu tenho sorte no amor, de um jeito ou de outro. E no jogo também, o que significa que algo muito azarento deve estar esperando no futuro para me pegar.
Eu sou desastrada, mas gosto de esportes. Ando de bicicleta, patino (no gelo e na terra), nado MUITO bem - eu podia ser salva-vidas (e na verdade sou, mas de outra forma). Sou sagitariana com ascendente em Leão e lua em Sagitário, e isso me diz muita coisa, ainda mais porque estou com os olhos sempre voltados para as estrelas. Eu leio de tudo, compulsivamente, e por algumas horas eu não estou nesse mundo, e sim no do escritor. Eu amo Neil Gaiman e quero me casar com ele. Eu amo Stephen King, mas não quero casar com ele. Eu escrevo, mas sou auto-crítica demais para gostar do resultado, e o mesmo vale para minhas aquarelas, ou os acordes que extraio do violão, de vez em quando, ou para aquilo que sai da minha cozinha.
Sou perfeccionista, e isso faz de mim uma boa profissional. Isso, e meu apurado sentido de ética, que já me trouxe tantos problemas com o mundo e suas ramificações.
Eu temo as novas tecnologias por medo que elas nos deixem ainda menos humanos. Eu preciso de sol, para recarregar as baterias astrológicas de alguém que é puro calor. Mas amo a noite, sua penumbra, seus sussurros, sua maciez. Assim como a lua, a chuva e seu perfume de terra fresca, assim como o mar emoldurado por areia, e seu verde inacreditável, e seus azuis irreproduzíveis.
Eu amo a terra. E muitas vezes odeio os homens pelo que eles fazem a si mesmos e aos outros.
Eu acho difícil perdoar. Mas perdôo assim mesmo. A pessoa que eu menos perdôo sou eu mesma. E eu nunca esqueço uma ofensa.
Tenho a mente pouco feminina, o que faz de mim uma ótima namorada. Gosto de tirar fotos, porque existe tanta beleza captável no mundo, que exercitar uma em que me dou razoavelmente bem me satisfaz muito.
Eu vejo a beleza no grão de poeira.
Eu era distímica. Agora sou mais normal.
Eu desprezo um sem-número de pessoas, porque elas são fracas. Mas não me poupo deste desprezo, quando acho que estou sendo.
O sorriso de um paciente faz valer toda a tortura à qual fui submetida nos últimos dez anos, desde que entrei na faculdade.
Eu penso muito, sonho muito, viajo muito. Eu planejo conhecer o mundo todo.

Eu sou tudo isso, todos os dias. Uns dias mais, uns dias menos. Há dias que não sou absolutamente nada disso.

Mutável. Flexível. Adaptável.

I am the Walrus.

Tuesday, June 27, 2006

Saladas

Sim, eu estou louca. Podem dizer. Eu agora cozinho saladas.

Não, eu não as como. Mas as faço. Tem quem coma.

Eu faço de tudo. :)

A primeira tentativa foi no sábado de São João:




A segunda, hoje.




Alguém me leva pro Juliano Moreira, por favor.

O mago

Modéstia à parte, eu sou um oráculo razoável. Vejam bem, eu nunca pedi para ser assim, apenas acontece. E já que acontece, eu uso.

Semana passada eu tirei uma carta para mim, e eis que surge uma figura totalmente de acordo com as coisas que vêm me acontecendo nas últimas semanas. Coincidindo com a minha epifania descrita abaixo, o Mago aparentemente veio para me dizer que eu não peguei uma estrada errada, nem mesmo um shortcut. O caminho é esse mesmo. E eu já mergulhei de cabeça nele.

O mago

"O Mago, o primeiro arcano maior do tarô , é uma carta que representa um adolescente, que tem um longo caminho a percorrer. Normalmente, tem sobre a sua cabeça o símbolo do infinito, dadas as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente. Esta carta tem o número I e a letra hebraica ALEPH.

O Mago dá início à caminhada espiritual.Indica sempre que algo novo está a começar. O Mago tem uma mesa à sua frente, onde se podem ver quatro objectos simbólicos: uma taça, um punhal, um pergaminho e uma moeda, que pode ter a imagem do pentagrama. Parece que precisa de ajuda superior para tomar uma decisão e por isso ergue um pequeno bastão para o alto, captando energia e dirigindo-a para baixo. É como se ele fosse o elo de ligação entre as energias divinas e o mundo material, mas precisa de ajuda porque ainda é um aprendiz. O punhal é o simbolo da luta, da energia sexual, do poder e da vitória. A moeda é o simbolo do mundo material, dos bens e do dinheiro. O pergaminho é a inteligência, o estudo, a espiritualidade. A taça, por sua vez, simboliza as emoções, o amor, o coração, a sensibilidade. O bastão é o simbolo da mestria e da sabedoria. Na caminhada espiritual, o Mago representa o ponto de partida da caminhada e a necessidade de fazer uma canalização de vibrações superiores para poder realizar a evolução. A carta do mago é representante do poder da mente em direcionar um projeto com maestria, concentrando seus esforços e sua inteligência para um determinado fim. O mago representa a concentração sem esforço, pois trabalha e cria com naturalidade e espontaneidade."


É assim que ando me sentindo. Eu tenho o mundo inteiro à minha frente. Eu tenho todos os instrumentos nas minhas mãos. Eu tenho o tempo do mundo. E eu já comecei a me mover.

Lanche da tarde do dia

Iogurte natural sem gosto vencido com granola velha. Uma delícia.

Anansi Boys

Li Anansi Boys (Os Filhos de Anansi). SINOPSE:

"O livro conta a história de Fat Charlie, um tímido americano que escolheu ter uma vida pacata e sem-graça como contador numa empresa londrina. Ao ir ao funeral de seu pai, Sr. Nancy, Fat Charlie ouve uma velhinha, amiga do pai há anos, dizer que ele na verdade era o deus Anansi, uma divindade trapaceira e brincalhona da mitologia africana. A partir desse episódio, sua vida vira de cabeça para baixo. Os Filhos de Anansi mistura mitologia com toques xamanistas, elementos do folclore afro-americano e uma deliciosa descrição do mundo interior de um homem muito tímido mas, acima de tudo é uma história sobre algo bastante comum: as conturbadas relações entre pais e filhos.Tudo isso envolto num humor discreto capaz de fazer o leitor rir com uma única linha. A obra é a continuação do consagrado escritor Neil Gaiman para sua saga a respeito de deuses modernos."

Neil Gaiman é deus.

Na verdade vários. Se os deuses quisessem contratar um bom porta-voz, certamente teriam convocado Neil Gaiman, e esse raciocínio me leva a crer que Jesus Cristo vacilou muito com a escolha de seus apóstolos. O fato de Gaiman ser escorpiano explica muita coisa.

Neil é tão maravilhoso que eu quero casar com ele. E eu nunca quis me casar antes. E ele é inglês legítimo (apesar de ter escolhido morar em Minessota, mas eu posso perdoar isso).

Não bastou para ele ter recriado Sandman, ter criado os Livros da Magia, ter escrito Belas Maldições. Não. Ele teve também que escrever Deuses Americanos, e agora Anansi Boys (Os Filhos de Anansi).

Gaiman capturou meu coração irremediavelmente, com suas histórias. Gaiman é o Deus fulgurante em meu mundinho particular de palavras e imaginação. Gaiman nos faz ACREDITAR de novo. E nisso ele é muito mais Deus do que muitos entes auto-proclamados por aí. Ele faz o Religare. E com isso, nos torna unos.

No mundo de Gaiman, os Deuses andam por aí. Produto da crença dos humanos, e mesmo assim imbuídos da centelha divina, Lúcifer, Thor, Anansi, Sonho.... Todos eles se tornam subitamente mais reais do que toda uma história de devoção cega e duvidosa pôde produzir.

Leiam Gaiman. Todos nós merecemos um mergulho no mundo sombrio em que as coisas não são o que parecem. São muito mais.

NÃO ENTRE EM PÂNICO

Andei lendo muito ultimamente.

Terminei os 4 livros da trilogia do Mochileiro das galáxias. O primeiro é sensacional, o segundo é ótimo, o terceiro é legal, e o quarto... Bem. Sabe quando você assiste um filme que, nos últimos minutos você tem certeza que acabou a verba e o filme acabou antes de acabar, de um jeito totalmente frustrante? Foi essa a minha sensação.

Várias coisas ficam sem explicação, mas o que você queria? Não é fácil dissecar de forma tranquila ( e em quatro livros apenas) a Vida, o Universo e Tudo Mais. De qualquer forma eu esperava mais. E mais é o que eu baixei aqui no PC, livros dele dos quais eu nunca tinha ouvido falar, e um deles apresentado com uma continuação da série. O título é "Mostly Harmless". Tem mais uns nove, todos aparentemente relacionados com a trilogia. Ou são livros menores ou não foi ele quem escreveu. Vamos ver.

So long and thanks for all the fish.


Saturday, June 17, 2006

Sunday, June 11, 2006

Epifania

Epifania = s.f.3. manifestação ou percepção da natureza ou do significado essencial de alguma coisa 3.1. apresentação intuitiva da realidade por meio de algo geralmente simples e inesperado 3.3. trabalho, ou parte dele, simbolicamente revelador.

Eu estava ouvindo U2 e tive uma epifania, na sexta feira pela manhã. Não é que tenha sido do nada, como nunca é. As coisas estavam me rondando. Elas simplesmente surgiram, num estalo. Ou melhor, elas se encaixaram subitamente e eu entrei em estado de graça que ainda perdura e que imagino perdurará por algumas semanas.

Nesses momentos tudo parece diminuído pela grandiosidade do mundo. A Verdade é revelada, todos os problemas, dores e dificuldades parecem estar diminuídos e ofuscados pela revelação desta Verdade, e tudo se torna pateticamente simples. Passo a confiar de novo plenamente em mim e no meu potencial. Sou capaz de fazer tudo. Sou capaz de fazer qualquer coisa. Basta querer. O resto é um emaranhado de irrelevâncias que não valem a pena nenhum tipo de esforço.

Quando esse encaixe súbito ocorre e você adquire uma consciência maior das coisas, a beleza se torna mais nítida, palpável e perceptível. Tudo parece estar bem, tudo vai acabar bem, não há outro caminho que não esse. De repente aquele perrengues do seu dia-a-dia se desvanecem e sobram apenas você e seu olhar recém-renascido sobre o mundo. Um mundo vasto, adormecido, pronto para ser explorado, cheio de possibilidades, rumos.

Nessas horas podemos voar. Realmente podemos, porque nossa mente pode. E ela nos leva para qualquer lugar. E ela se libertou de mais algumas cordas e se alçou um pouco mais.

Nessas horas somos completamente livres.

Vida

"Vida é aquilo que acontece enquanto estamos ocupados fazendo planos".

Viva agora.

Monday, June 05, 2006

Whisky

Pense num filme bizarro. Ele dá mal-estar. Aquilo ali é tão real que dói, dá vontade de gritar, explodir. Pessoas emocionalmente instáveis, favor só assistir quando todos os objetos cortantes e perfurantes tenham sido retirados do recinto.

Mas... Você fica feliz em ser o que é.

Uruguai, 2004



- Ganhou o Goya de Melhor Filme Estrangeiro em Língua Espanhola.

- Ganhou o Regard Original Award e o Prêmio FIPRESCI da Mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes.

- Ganhou 3 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Atriz (Mirella Pascual) e Prêmio do Júri Popular.

- Ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz (Mirella Pascual), no Festival de Tóquio.

Sunday, May 28, 2006

Para Elvis

A um bruxo, com amor

Em certa casa da Rua Cosme Velho
(que se abre no vazio)
venho visitar-te; e me recebes
na sala trajestada com simplicidade
onde pensamentos idos e vividos
perdem o amarelo
de novo interrogando o céu e a noite.

Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro.
Daí esse cansaço nos gestos e, filtrada,
uma luz que não vem de parte alguma
pois todos os castiçais
estão apagados.

Contas a meia voz
maneiras de amar e de compor os ministérios
e deitá-los abaixo, entre malinas
e bruxelas.
Conheces a fundo
a geologia moral dos Lobo Neves
e essa espécie de olhos derramados
que não foram feitos para ciumentos.

E ficas mirando o ratinho meio cadáver
com a polida, minuciosa curiosidade
de quem saboreia por tabela
o prazer de Fortunato, vivisseccionista amador.
Olhas para a guerra, o murro, a facada
como para uma simples quebra da monotonia universal
e tens no rosto antigo
uma expressão a que não acho nome certo
(das sensações do mundo a mais sutil):
volúpia do aborrecimento?
ou, grande lascivo, do nada?

O vento que rola do Silvestre leva o diálogo,
e o mesmo som do relógio, lento, igual e seco,
tal um pigarro que parece vir do tempo da Stoltz e do gabinete Paraná,
mostra que os homens morreram.
A terra está nua deles.
Contudo, em longe recanto,
a ramagem começa a sussurar alguma coisa
que não se estende logo
a parece a canção das manhãs novas.
Bem a distingo, ronda clara:
É Flora,
com olhos dotados de um mover particular
ente mavioso e pensativo;
Marcela, a rir com expressão cândida (e outra coisa);
Virgília,
cujos olhos dão a sensação singular de luz úmida;
Mariana, que os tem redondos e namorados;
e Sancha, de olhos intimativos;
e os grandes, de Capitu, abertos como a vaga do mar lá fora,
o mar que fala a mesma linguagem
obscura e nova de D. Severina
e das chinelinhas de alcova de Conceição.
A todas decifrastes íris e braços
e delas disseste a razão última e refolhada
moça, flor mulher flor
canção de mulher nova...
E ao pé dessa música dissimulas (ou insinuas, quem sabe)
o turvo grunhir dos porcos, troça concentrada e filosófica
entre loucos que riem de ser loucos
e os que vão à Rua da Misericórdia e não a encontram.
O eflúvio da manhã,
quem o pede ao crepúsculo da tarde?
Uma presença, o clarineta,
vai pé ante pé procurar o remédio,
mas haverá remédio para existir
senão existir?
E, para os dias mais ásperos, além
da cocaína moral dos bons livros?
Que crime cometemos além de viver
e porventura o de amar
não se sabe a quem, mas amar?

Todos os cemitérios se parecem,
e não pousas em nenhum deles, mas onde a dúvida
apalpa o mármore da verdade, a descobrir
a fenda necessária;
onde o diabo joga dama com o destino,
estás sempre aí, bruxo alusivo e zombeteiro,
que resolves em mim tantos enigmas.

Um som remoto e brando
rompe em meio a embriões e ruínas,
eternas exéquias e aleluias eternas,
e chega ao despistamento de teu pencenê.
O estribeiro Oblivion
bate à porta e chama ao espetáculo
promovido para divertir o planeta Saturno.
Dás volta à chave,
envolves-te na capa,
e qual novo Ariel, sem mais resposta,
sais pela janela, dissolves-te no ar.

Thursday, May 25, 2006

Hey, it's the sun!

Muito melhor ouvir do que ler. The Polyphonic Spree, da trilha de Eternal Sunshine of the spotless mind.

"Sun
Take some time, get away
Sun
Suicide is a shame
Sun
Soon, you'll find your own way
Sun
Hope has come, you are safe
And it makes me cry
Because I'm on my way
On my way
On my way
Hey, it's the sun, and it makes me shine (x3)
Hey, now, it's the sun, and it makes me shine

Sun
Soon, you'll be okay
Sun
Soon, you'll be okay
And it makes me smile
Because I'm on my way

Hey, it's the sun, and it makes me shine (x3)
Hey, now, it's the sun, and it makes me smile
All around
Hey, now, it's the sun, and it makes me smile
All around, all around"

Felix Noctem

Meu segundo gato de aquarela

Meu primeiro gato de aquarela

Wednesday, May 24, 2006

Ócio

Crise de dor na coluna lombar = ócio extremo.

Às vezes eu acho que essas coisas acontecem comigo para me frear, quando o ritmo que me imponho chega a tal ponto que ameaça minha sanidade.

Mas tem sido bom. Tenho assistido Lost, tenho lido bastante (o mangá Blade, As intermitências da morte, de Saramago, tenho estudado algumas coisas).

Estou testando pintura com lápis aquareláveis. Ontem, depois de fazer a ressonância da coluna fui atrás de tinta aquarela no Itaigara. E não é que não achei? Só os malditos lápis aquareláveis. Tenho certeza que não é a mesma coisa, mas vai ter que me bastar.

Voltei a me divertir jogando Worms também. Só que agora em 3D, para playstation.

Muita música, também. Adquirindo Mais Yann Tiersen, Morcheeba, Electric Light Orchestra, The Polyphonic Spree... Várias coisas.

Acho que eu precisava parar um tempo mesmo. Para descobrir certas coisas. Para descobrir coisas dentro de mim mesma, e no próprio mundo. Dentro e fora de nós existem universos ao nosso alcance, mas a gente fica sempre rodando ao redor das mesmas estrelas, como tolos satélites.

Ora, talvez a lição a aprender seja apenas essa. Há outros rumos possíveis, sempre.

Petits Chanteurs de Saint-Marc

Amo corais. Acho lindo o que a reunião de vozes consegue fazer. Estava eu caçando coisas de Yann Tiersen no emule quando me deparo com estes jovens cantores franceses.

Francês é uma língua que me atrai e repele ao mesmo tempo, é engraçado isso. Mas eu gosto muito das músicas, de uma forma geral, e estas não foram exceção.

Sunday, May 14, 2006

The bad guys

III Festival Sala de Arte Salvador

Programação: http://www.cineinsite.com.br/materia/materia.php?id_materia=4914

Vão!

Sessão Descobertas

As pessoas e seus vocabulários inadequados... :)
Passei anos com essa história da impingem na cabeça, sem saber o que raios era. Minha mãe disse que eu tive, e que tive também Fogo Selvagem quando era pequena. Argh! Na faculdade nunca achei um dicionário decente de mediquês-leiguês, portanto tive que fuçar hoje na internet.

Impingem é Tinea (ou tinha) Corporis, uma micose causada por dermatófitos. Também nas versões Capitis (ou tonsurans), cruris e pedis. Ou seja, micose no corpo, no cocoruto, na virilha e no pé (sim, o pé de atleta).

Já o tal do fogo selvagem eu achava que era Herpes Zoster, uma reativação localizada do vírus da catapora. Mas não, fogo selvagem é o pênfigo foliáceo endêmico, uma doença de pele auto-imune em que você produz anticorpor contra sua própria pele. Lindo, não? É que em bom e velho mediquês, auto-anticorpos IgG, especialmente da subclasse IgG4, se dirigem contra ectodomínios da desmogleína 1, culminando no processo de acantólise.

É isso aí. Descobertas da minha vida. Eu amo o Português.

Tuesday, May 09, 2006

Franz Ferdinand

Ando cada vez mais in love pelos Escoceses... Toda vez que mergulho de cabeça nos acordes maravilhosos agradeço a Elvis por ter me iniciado, e justamente através das músicas que mais gosto do primeiro álbum: Auf Asche e Matinee.

Há tanta coisa que eles dizem que ressoa em mim apenas como eu mesma... Pequenas pérolas jogadas aos porcos que são captadas por minha antena e convertidas em puro deleite.

Words so Leisured . Não é apenas o que se diz, mas como se soa. O som de Franz é potente, intenso, rock na medida, sem frescura, com os momentos leves e pesados, tudo autêntico e sem pretensões. De repente os anos 70 voltaram com toda a FORÇA. E é Britpop na veia; não à toa há rumores de que é a banda preferida de Bono Vox, no momento.

Ouçam. Não haverá arrependimento.

" She's an emotion avenger
she is the villain who sends her
Line of dark fantastic passion
She knows that you will surrender
Knows that you will surrender

you want this fantastic passion
we’ll have fantastic passion
You can feel her lips undress your eyes
Why should ugly skin that never feels...

Never feel your fingers tingle tense anticipation on it
this one is an easy one, feel the word and melt upon it
Words of love, words so leisured
Words are poisoned darts of pleasure
die...

Yes, she's in her black mood tonight
Watch her dye your black hair white
Rob you of your muscles, slacken
all the skin that was so tight

So ask for a reason
Ask for any reason
Ask for the one reply
for the one reply

Try for reason
but passion never lives
it dies with reason
Try for reason
then die…"




Sunday, May 07, 2006

MI3

Fui assistir sem pretensões nenhumas. Na verdade eu até tinha pretensões de não gostar. Mas eu gostei. E olha que eu tava com sono. Se fosse ruim, eu tinha dormido, e seria meu segundo filme de ação no qual eu dormiria. O primeiro foi Godzilla, eu dormi na cena da explosão da ponte... :)





Thursday, April 20, 2006

Eu gosto de...

Tema: Música

- Eu gosto de ouvir músicas alegres bem alto quando estou alegre.
- Eu gosto de ouvir músicas tristes bem baixo quando estou triste.
- Eu gosto de ouvir uma música antiga da qual gosto muito no rádio, sem aviso
- Eu gosto de roubar músicas do computador de outras pessoas.
- Eu gosto de cantar sozinha quando não posso ouvir música.
- Eu gosto de comprar CDs, apesar dos computadores.
- Eu gosto de assistir MTV e anotar nomes de músicas que gostei para procurar.
- Eu gosto de chorar ouvindo o Cordel do Fogo Encantado, Linger dos Craberries e Hoje eu quero sair só, de Lenine.
- Eu gosto dos músicos de minha terra.

O Lorde Moldador

Eis meu senhor, lorde dos poetas e sonhadores.

Morpheus, em cujo reino adentro ao sonhar, tanto dormindo quando acordada. Morpheus, aquele que dá sentido à Morte, ao Desespero, ao Delírio, ao Destino.

Sem sonhos não há desespero, não há frustração. Sem sonho não há motivo.

"Eu sonho. E ao sonhar, sinto o hálito de Morpheus se apossando de meus sentidos."

Tuesday, April 18, 2006

Chico é o menestrel.

Ouvi essa música recentemente no rádio e parei para analisar a letra - como faço com tudo que é escrito por Chico Buarque. Fiquei pensando então nas coisas às quais a letra me remetia: em todos os amores feitos e desfeitos, em todos os inícios e finais de amor da minha vida. Me lembro de Elvis e sua Sabedoria: "love fades..." Lembro de como todos os novos amores parecem ser Aquele amor, o definitivo, o eterno, o único e verdadeiro...

Até que tudo começa a acontecer novamente, a paixão diminui, a rotina entra em cena, as decepções se tornam maiores do que o sentimento que vai sobrando, falhamos em encontrar em nós e no outro aquilo que buscamos. E talvez esse seja o erro.

Eventualmente, deve-se chegar ao samba do grande amor. Que os deuses me protejam de chegar nesse ponto :)

Samba do grande amor
Chico Buarque1983

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira...

Thursday, April 13, 2006

Shy Moon

Hoje vi a lua mais linda dos últimos quatro anos. Ali em Ondina. Perto da linha do mar, enorme, gigante, rosada, envolta em esparsas e finas nuvens delicadas.

Me lembrou a lua mais linda que vi antes ds quatro últimos anos. Ilha de Itaparica, Rveillon, surgindo incandescente como o sol por trás de Salvador. E o mundo ainda era novo, nossa primavera dourada. Com éramos felizes e inocentes.

"Shy moon, hiding in the haze
I can see your white face
Hope you can hear my tune,
shy moon
Why didn't you stop her
Don't you know i suffer?
And you'll watch me cry soon,
shy moon
Glow through the polution
Find me a solution
I'll wait on the high dune,
shy moon"

Tuesday, April 11, 2006

A arte imita a vida

“A existência é um acaso. Não tem nenhum padrão a não ser aqueles que nós mesmos inventamos quando divagamos a respeito.. Nenhum significado, a não ser o que nós próprios impomos.”

Rorschach
WATCHMEN, Cap. VI
Alan Moore e Dave Gibbons

Friday, April 07, 2006

Cidade das Cinzas.

Estive novamente na cidade das Cinzas. Estranho eu ir tanto a um lugar que xingo tanto, mas quem mandou meus amigos irem morar lá?

O deja vù me assolou durante o passeio.

Os prédios, o ar poluído, a paisagem meio cinzenta. O metrô Marvin, como passei a chamá-lo (em homenagem ao Guia do Mochileiro das Galáxias), as ruas da Paulista, as ruas da liberdade, pessoas falando línguas desconhecidas, tudo ao alcance da mão e do bolso, a cidade das mil promessas de felicidade.

Mas minha felicidade mesmo reside na alma e no coração das pessoas.

Elas estão lá. E eu continuo voltando.

ICE AGE 2



Fui assistir Ice Age 2 com o medo básico que sempre me acomete ao ver continuações. Que pensam então de uma continuação DUBLADA?

Mas é excelente. O esquilo maníaco sozinho vale o filme.

A dublagem... bom, perde-se coisas, mas desconfio que desta vez ganham-se coisas também.

Adorei!

Hooverphonic



Doce. Denso. Hipnótico. Sedutor.

Hooverphonic.

Brokeback Mountain

No último fim de semana estive em Gonçalves, fronteira de Minas Gerais com São Paulo. Eu sempre achei que era dificílimo tirar uma foto como essa, mas parece que não. Tudo bem que as máquinas digitais de hoje em dia fazem tudo por você, mesmo.

Foi minha semana de Brokeback mountain. Depois de andar a cavalo (após três anos em jejum) e de escalar uma pedra MUITO grande, de escorregar, cair e bater o mesmo joelho podre de sempre, voltei meio que com as costas doendo.

Mas valeu demais.

Viajar é tudo.

Tuesday, February 28, 2006

Lá e de novo outra vez

Mais uma vez mudo de blog. Desta vez, estou abandonando o antigo provedor. Desta vez, porém, não vou repostar as coisas antigas, blá, blá, blá.

Apenas seguir em frente. Fase de seguir em frente...

Lembrando de coisas do passado, lembrei de uma frase clássica:

"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo o entendimento".
Clarice Lispector