"O livro conta a história de Fat Charlie, um tímido americano que escolheu ter uma vida pacata e sem-graça como contador numa empresa londrina. Ao ir ao funeral de seu pai, Sr. Nancy, Fat Charlie ouve uma velhinha, amiga do pai há anos, dizer que ele na verdade era o deus Anansi, uma divindade trapaceira e brincalhona da mitologia africana. A partir desse episódio, sua vida vira de cabeça para baixo. Os Filhos de Anansi mistura mitologia com toques xamanistas, elementos do folclore afro-americano e uma deliciosa descrição do mundo interior de um homem muito tímido mas, acima de tudo é uma história sobre algo bastante comum: as conturbadas relações entre pais e filhos.Tudo isso envolto num humor discreto capaz de fazer o leitor rir com uma única linha. A obra é a continuação do consagrado escritor Neil Gaiman para sua saga a respeito de deuses modernos." |
Neil Gaiman é deus.
Na verdade vários. Se os deuses quisessem contratar um bom porta-voz, certamente teriam convocado Neil Gaiman, e esse raciocínio me leva a crer que Jesus Cristo vacilou muito com a escolha de seus apóstolos. O fato de Gaiman ser escorpiano explica muita coisa.
Neil é tão maravilhoso que eu quero casar com ele. E eu nunca quis me casar antes. E ele é inglês legítimo (apesar de ter escolhido morar em Minessota, mas eu posso perdoar isso).
Não bastou para ele ter recriado Sandman, ter criado os Livros da Magia, ter escrito Belas Maldições. Não. Ele teve também que escrever Deuses Americanos, e agora Anansi Boys (Os Filhos de Anansi).
Gaiman capturou meu coração irremediavelmente, com suas histórias. Gaiman é o Deus fulgurante em meu mundinho particular de palavras e imaginação. Gaiman nos faz ACREDITAR de novo. E nisso ele é muito mais Deus do que muitos entes auto-proclamados por aí. Ele faz o Religare. E com isso, nos torna unos.
No mundo de Gaiman, os Deuses andam por aí. Produto da crença dos humanos, e mesmo assim imbuídos da centelha divina, Lúcifer, Thor, Anansi, Sonho.... Todos eles se tornam subitamente mais reais do que toda uma história de devoção cega e duvidosa pôde produzir.
Leiam Gaiman. Todos nós merecemos um mergulho no mundo sombrio em que as coisas não são o que parecem. São muito mais.

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