Thursday, August 17, 2006

Sobre mim

Gosto de ficar na minha, de ler qualquer coisa que caia em minha mão. Gosto de som de sax, piano e violino. Sou caseira. Adoro comer.
Não gosto de acordar cedo.
Sou orgulhosa. Mas pouco arrogante, hoje em dia, porque descobri que as verdades são muitas e cada um tem direito de ter a sua. Assim sendo, tento não ter preconceito de nenhum tipo.
Música faz parte integral da minha vida. Assim como meu amigos, que são de certa forma meus filhos, também.
Sou cinéfila. E Adoro jogos, dos mais variados tipos. Amo bichos, principalmente gatos, cavalos, papagaios e pinguins.
Tenho uma visão terrível, tato mediano, olfato apurado e paladar intenso.
Eu sempre acerto o alvo, ou erro por milímetros. Eu quase sempre consigo o que eu quero, custe o que custar.
Eu acredito em ir até as últimas consequências. Eu acredito em bons sentimentos, mas faço bom uso dos meus maus. Sem muito medo, porque eu tenho medo de muito pouca coisa nesta vida.
Sou uma boa confidente, uma conselheira razoável, mas às vezes eu não estou com a mente exatamente aqui, e me perco nas conversas. Eu amo pessoas absolutamente fantásticas, e sei que estaria meio perdida sem elas. Eu tenho sorte no amor, de um jeito ou de outro. E no jogo também, o que significa que algo muito azarento deve estar esperando no futuro para me pegar.
Eu sou desastrada, mas gosto de esportes. Ando de bicicleta, patino (no gelo e na terra), nado MUITO bem - eu podia ser salva-vidas (e na verdade sou, mas de outra forma). Sou sagitariana com ascendente em Leão e lua em Sagitário, e isso me diz muita coisa, ainda mais porque estou com os olhos sempre voltados para as estrelas. Eu leio de tudo, compulsivamente, e por algumas horas eu não estou nesse mundo, e sim no do escritor. Eu amo Neil Gaiman e quero me casar com ele. Eu amo Stephen King, mas não quero casar com ele. Eu escrevo, mas sou auto-crítica demais para gostar do resultado, e o mesmo vale para minhas aquarelas, ou os acordes que extraio do violão, de vez em quando, ou para aquilo que sai da minha cozinha.
Sou perfeccionista, e isso faz de mim uma boa profissional. Isso, e meu apurado sentido de ética, que já me trouxe tantos problemas com o mundo e suas ramificações.
Eu temo as novas tecnologias por medo que elas nos deixem ainda menos humanos. Eu preciso de sol, para recarregar as baterias astrológicas de alguém que é puro calor. Mas amo a noite, sua penumbra, seus sussurros, sua maciez. Assim como a lua, a chuva e seu perfume de terra fresca, assim como o mar emoldurado por areia, e seu verde inacreditável, e seus azuis irreproduzíveis.
Eu amo a terra. E muitas vezes odeio os homens pelo que eles fazem a si mesmos e aos outros.
Eu acho difícil perdoar. Mas perdôo assim mesmo. A pessoa que eu menos perdôo sou eu mesma. E eu nunca esqueço uma ofensa.
Tenho a mente pouco feminina, o que faz de mim uma ótima namorada. Gosto de tirar fotos, porque existe tanta beleza captável no mundo, que exercitar uma em que me dou razoavelmente bem me satisfaz muito.
Eu vejo a beleza no grão de poeira.
Eu era distímica. Agora sou mais normal.
Eu desprezo um sem-número de pessoas, porque elas são fracas. Mas não me poupo deste desprezo, quando acho que estou sendo.
O sorriso de um paciente faz valer toda a tortura à qual fui submetida nos últimos dez anos, desde que entrei na faculdade.
Eu penso muito, sonho muito, viajo muito. Eu planejo conhecer o mundo todo.

Eu sou tudo isso, todos os dias. Uns dias mais, uns dias menos. Há dias que não sou absolutamente nada disso.

Mutável. Flexível. Adaptável.

I am the Walrus.

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